Biólogos do projeto Tamar soltaram 35 filhotes de tartarugas na praia da Barra da Lagoa, em Florianópolis, durante a manhã deste sábado.

As pequenas tartarugas, que pesavam em média dez gramas, foram colocadas na areia da praia. Dezenas de pessoas acompanharam a soltura e um cordão de isolamento chegou a ser montado  para que os animais conseguissem realizar o trajeto até o mar.

Os animais, da espécie cabeçuda, tinham apenas cinco dias de vida e foram encontrados tentando atravessar a areia da praia do Campeche na última segunda-feira.

Embora já tenham existidos relatos de desova de tartarugas nas praias de Florianópolis, o fato é considerado raro para os profissionais do projeto Tamar. De acordo com o biólogo Gustavo Stahelin, coordenador técnico do órgão, foi a primeira vez que nascimento da espécie foi acompanhado em Santa Catarina.

Não é uma área regular de reprodução, mas existem raros relatos de nascimento de tartarugas neste trecho da costa brasileira”, disse. “Foi a primeira vez que o Tamar acompanhou nascimento de tartarugas da espécie cabeçuda no estado”.

Os biólogos chegaram à praia do Campeche na segunda-feira assim que foram informados que várias tartarugas tentavam atravessar a faixa de areia. No total, segundo Stahelin, nasceram 93 filhotes e a grande maioria conseguiu chegar ao mar ainda no início da semana. As que foram recolhidas dificilmente sobreviveriam aos primeiros dias de vida.

Essas que foram resgatadas estavam dentro da terra e possivelmente iriam morrer ainda na praia”, disse. “Cuidamos delas nesses dias e fizemos a soltura para garantir que todas chegassem ao mar”.

A tartaruga da espécie cabeçuda é a que ocorre com maior frequência no litoral brasileiro. Ela pode viver até 80 anos e quando adulta chega a pesar 150 quilos.

A unidade do Tamar em Florianópolis está localizada na praia da Barra da Lagoa, a cerca de 25 quilômetros da região central. O grupo trabalha com conscientização ambiental de pescadores e visitantes e mantém cinco tanques de observação com tartarugas adultas de espécies que habitualmente desovam na costa do Brasil.

Vale a pena dar uma conferida na sede do projeto.

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