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Um verdadeiro desrespeito com as Escolas de Samba de Florianópolis a fixação desse horário de 17 horas para o início dos desfiles.

O que se viu foi nas duas primeiras agremiações, Jardim das Palmeiras e Império Vermelho e Branco, as arquibancadas da Passarela Nego Quirido completamente às moscas.

A movimentação estava nas ruas.

Foram dois anos sem desfiles na capital catarinense por causa da pandemia e, quando finalmente chega o momento, colocam (não sei de quem a ideia jenial!!) DEZ escolas em único dia, espremidas.

Uma lástima.

Cobri o Carnaval desde 2005 e é empolgante ver a alegria dos componentes quando finalmente chega a hora de pisar na passarela. Em 2023, as comunidades trabalharam o ano inteiro por esse dia e, no momento da apresentação, não havia público.

Os integrantes das agremiações se reúnem o ano todo, escolhem o tema, constroem o enredo e o samba, desenham as fantasias, colocam esses desenhos em prática. Constroem carros e ensaiam horas a fio. Passaram as madrugadas das últimas semanas, colocando penas, adereços e brilhos em cada peça, cada fantasia, cada pedacinho do carro.

Ali vai muito suor, muito trabalho, muito amor no que está sendo construído. E muita expectativa de que todo esse esforço possa ser visto. Possa trazer emoção para quem assiste, torce e vibra. É um espetáculo construído com a alma, peça por peça.

E quem assiste?

Ninguém… Pelo menos nas primeiras escolas.

Fico imaginando se registrássemos nesse sábado o calor de 35 graus (dentro da geladeira) igual aconteceu na semana inteira em Florianópolis. Pense numa senhora rodando na ala das baianas com toda aquela roupa no forno da semana passada. Para sorte dos jênios que marcaram o desfile para às 17 horas, o clima mudou.

O desprestígio com as primeiras escolas é tão grotesco que a NDTV, emissora com os direitos da transmissão, exibia um programa com uma matéria do Celso Russomano brigando com uma oficina de caminhões no momento do início do desfile. Depois transmitiu os estragos da chuva em São Paulo.

E nada de desfile. Uma ou outra foto numa transmissão “ao vivo” no site.

Nada mais.

A terceira e quarta escola, Acadêmicos do Sul da Ilha e Nação Guarani, também ficaram de fora da transmissão.

Não seria melhor dividir o desfile? Cinco escolas no sábado e cinco no domingo?

Lastimável.

Carnaval de Florianópolis precisa ser repensado e não tocado nas coxas.

Em tempo: as fotos são minhas, de 2015 e 2012, quando a passarela estava lotada no início do desfile e as transmissões privilegiavam todas as escolas de samba.

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